Acupuntura médica é a acupuntura praticada dentro de uma avaliação clínica, com diagnóstico, indicação, segurança e acompanhamento. Para o paciente, isso ajuda a diferenciar técnica de plano de cuidado.
Para que serve a acupuntura médica?
A acupuntura médica entra no cuidado depois da avaliação clínica, com objetivo definido, técnica segura e reavaliação da resposta.
A acupuntura médica exige avaliação clínica, indicação precisa, conhecimento anatômico, técnica adequada e reavaliação.
O tratamento tem como base os conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa e consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo capazes de regular algumas funções orgânicas em prol de efeitos terapêuticos.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diversas doenças e sintomas podem ser tratados por meio da técnica, como exemplo podemos citar: dor facial, dor de cabeça, dores no joelho, lombalgia, cervicalgia, dor pós-operatória, cólica renal, artrite reumatoide, dor ciática e reações adversas da radioterapia ou da quimioterapia.
Continue a leitura para saber mais.
O que é acupuntura médica?
A acupuntura médica integra diagnóstico clínico, raciocínio anatômico, técnica, segurança e acompanhamento da resposta.
A acupuntura em si, como define o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, “é um método terapêutico que se caracteriza pela inserção de agulhas na superfície corporal, para tratar doenças e promover a saúde”.
Embora tenha permanecido à margem da corrente principal da medicina científica por muito tempo, foi reconhecida como especialidade médica em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina.
Breve histórico da acupuntura médica
A acupuntura é praticada há mais de 5 mil anos no continente asiático e acabou sofrendo muito preconceito quando foi introduzida na Europa e nas Américas, acusada pela classe médica de curandeirismo.
Contudo, diante de resultados clínicos e experimentais que passaram a ser estudados de forma mais sistemática, médicos passaram a estudar e utilizar a acupuntura em contextos clínicos selecionados como um método terapêutico alternativo.
Hoje, a acupuntura médica se orienta pela fisiopatologia detectável por semiologia clínica e exames laboratoriais ou de bio-imagem.
Diversas evidências se acumulam sobre a sua eficácia e pesquisadores de diversos centros médicos ao redor do mundo, inclusive Escolas Médicas e Hospitais Universitários na China e no Brasil, dedicam-se a compreender o seu mecanismo de ação.
O Ministério de Saúde Brasileiro se demonstrou aberto à prática, o que aconteceu já a algumas décadas, em 1980, mais tarde, em 2006, foi criada a Portaria 971, que instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde brasileiro.
Contudo, apenas algumas faculdades de Medicina oferecem matérias optativas de acupuntura, como a Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal do Amazonas e Universidade Federal Fluminense.
Para que serve a acupuntura médica?
A acupuntura médica pode ser discutida em diferentes condições, sempre a partir do diagnóstico, dos objetivos do tratamento, das contraindicações e da reavaliação da resposta. Exemplos frequentes incluem:
- Gengivite
- Faringite
- Sinusite
- Rinite
- Asma
- Bronquite
- Conjuntivite
- Catarata
- Miopia em crianças
- Dor no pescoço
- Dor de cabeça (cefaléia)
- Enxaqueca
- Excesso de acidez no estômago
- Úlcera duodenal
- Prisão de ventre
- Diarreia
- Dor ciática
- Lombalgia
- Artrite reumatoide
- Fibromialgia
- Tendinites
- Síndrome Dolorosa Miofascial (mialgia)
- Distúrbios do sono
- Ansiedade
- Excesso de estresse
- Depressão

Acupuntura Médica no País
No CEIMEC, a acupuntura é apresentada como formação médica: avaliação clínica, diagnóstico, indicação, técnica, documentação e reavaliação por médico.
A acupuntura médica deve partir de uma pergunta clínica clara: qual sintoma será tratado, qual risco precisa ser evitado e como a resposta será medida.
Por isso, a prática exige conhecimento aprofundado do corpo humano: anamnese, exame físico, diagnóstico, prognóstico, execução técnica e acompanhamento longitudinal.
No contexto de formação do CEIMEC, a segurança do paciente depende de indicação médica, conhecimento anatômico, técnica adequada, prescrição responsável e documentação.
Como a avaliação orienta a técnica
Antes de escolher pontos ou protocolo, a avaliação define hipótese clínica, riscos, técnica, profundidade, frequência e critérios de reavaliação.
A acupuntura médica requer um exame minucioso caso a caso, em algumas situações, a solicitação de exames de imagem e laboratoriais. Além disso, pode ser necessária a prescrição de medicações adequadas para a patologia, sempre visando otimizar os efeitos do tratamento.
Além do estudo da tradição, a formação exige anatomia, fisiologia, semiologia, segurança, evidência clínica e prática supervisionada.
Para isso, são necessários cursos médicos específicos reconhecidos pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, órgão representativo oficial da Acupuntura Médica no Brasil, com duração mínima de 24 meses.
O aprendizado não deve parar, quem deseja trabalhar com acupuntura médica deve ser constante nos estudos relacionados à Filosofia chinesa, Cultura Chinesa, Anatomia e trajeto dos Meridianos, conceitos de adoecimento e síndromes energéticas, pontos de acupuntura, técnicas de agulhamento, micro sistemas e farmacologia chinesa.
O profissional deve estar em constante treinamento, pois isso irá permitir maior segurança para sua atuação envolve avaliação clínica, segurança anatômica, comunicação, registro de evolução e integração com outras medidas de cuidado.
Uma boa indicação depende de diagnóstico, segurança, técnica correta, comunicação e reavaliação.
O CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa foi fundado em 1989 pelos médicos Ling Tung Yang, Lin Chen Hau, Wu Tu Hsing, Peng Ming Huang e Hong Jin Pai, médicos formados na Faculdade de Medicina da USP, com estudos de acupuntura em centros hospitalares e de pesquisa na China na década de 80.
Hoje, o CEIMEC organiza formação médica em acupuntura com currículo, ambulatório supervisionado, equipe médica e relação com o caminho do TEAC.
- Infecção, pele ferida, anticoagulação e condições clínicas específicas precisam ser consideradas.
- Resposta parcial, ausência de resposta ou piora mudam o plano.
- Sintomas neurológicos novos, dor progressiva, febre, trauma ou diagnóstico incerto pedem avaliação antes de iniciar ou repetir sessões.
Qual a diferença da acupuntura médica?
O foco é integrar a técnica a diagnóstico, exame clínico, segurança e plano terapêutico individualizado.
Preciso de exames antes?
Nem sempre. Exames são solicitados quando a história e o exame indicam necessidade.
Quando devo procurar atendimento?
Quando há dor persistente, sintomas recorrentes, sinais de alerta ou dúvida se a acupuntura é apropriada para seu caso.
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Acupuntura, auriculoterapia, eletroacupuntura e fitoterapia têm indicações e riscos diferentes. A consulta define qual recurso entra no plano e qual resultado será medido.
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Médico Fisiatra e Acupunturista, com Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Médico Coordenador e Colaborador do CEIMEC.
