Orientação ao paciente

Acupuntura médica: para que serve e quando procurar

15 out 2021
Acupuntura médica: para que serve

Acupuntura médica é a acupuntura praticada dentro de uma avaliação clínica, com diagnóstico, indicação, segurança e acompanhamento. Para o paciente, isso ajuda a diferenciar técnica de plano de cuidado.

Para que serve a acupuntura médica?

A acupuntura médica entra no cuidado depois da avaliação clínica, com objetivo definido, técnica segura e reavaliação da resposta.

A acupuntura médica exige avaliação clínica, indicação precisa, conhecimento anatômico, técnica adequada e reavaliação.

O tratamento tem como base os conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa e consiste na aplicação de agulhas em pontos específicos do corpo capazes de regular algumas funções orgânicas em prol de efeitos terapêuticos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diversas doenças e sintomas podem ser tratados por meio da técnica, como exemplo podemos citar: dor facial, dor de cabeça, dores no joelho, lombalgia, cervicalgia, dor pós-operatória, cólica renal, artrite reumatoide, dor ciática e reações adversas da radioterapia ou da quimioterapia.

Continue a leitura para saber mais.




O que é acupuntura médica?

A acupuntura médica integra diagnóstico clínico, raciocínio anatômico, técnica, segurança e acompanhamento da resposta.

A acupuntura em si, como define o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, “é um método terapêutico que se caracteriza pela inserção de agulhas na superfície corporal, para tratar doenças e promover a saúde”.

Embora tenha permanecido à margem da corrente principal da medicina científica por muito tempo, foi reconhecida como especialidade médica em 1995 pelo Conselho Federal de Medicina.




Breve histórico da acupuntura médica

A acupuntura é praticada há mais de 5 mil anos no continente asiático e acabou sofrendo muito preconceito quando foi introduzida na Europa e nas Américas, acusada pela classe médica de curandeirismo.

Contudo, diante de resultados clínicos e experimentais que passaram a ser estudados de forma mais sistemática, médicos passaram a estudar e utilizar a acupuntura em contextos clínicos selecionados como um método terapêutico alternativo.

Hoje, a acupuntura médica se orienta pela fisiopatologia detectável por semiologia clínica e exames laboratoriais ou de bio-imagem.

Diversas evidências se acumulam sobre a sua eficácia e pesquisadores de diversos centros médicos ao redor do mundo, inclusive Escolas Médicas e Hospitais Universitários na China e no Brasil, dedicam-se a compreender o seu mecanismo de ação.

O Ministério de Saúde Brasileiro se demonstrou aberto à prática, o que aconteceu já a algumas décadas, em 1980, mais tarde, em 2006, foi criada a Portaria 971, que instituiu a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no Sistema Único de Saúde brasileiro.

Contudo, apenas algumas faculdades de Medicina oferecem matérias optativas de acupuntura, como a Universidade de São Paulo, Universidade Federal de São Paulo, Universidade Federal do Piauí, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade Federal do Amazonas e Universidade Federal Fluminense.




Para que serve a acupuntura médica?

A acupuntura médica pode ser discutida em diferentes condições, sempre a partir do diagnóstico, dos objetivos do tratamento, das contraindicações e da reavaliação da resposta. Exemplos frequentes incluem:

acupuntura médica




Acupuntura Médica no País

No CEIMEC, a acupuntura é apresentada como formação médica: avaliação clínica, diagnóstico, indicação, técnica, documentação e reavaliação por médico.

A acupuntura médica deve partir de uma pergunta clínica clara: qual sintoma será tratado, qual risco precisa ser evitado e como a resposta será medida.

Por isso, a prática exige conhecimento aprofundado do corpo humano: anamnese, exame físico, diagnóstico, prognóstico, execução técnica e acompanhamento longitudinal.

No contexto de formação do CEIMEC, a segurança do paciente depende de indicação médica, conhecimento anatômico, técnica adequada, prescrição responsável e documentação.




Como a avaliação orienta a técnica

Antes de escolher pontos ou protocolo, a avaliação define hipótese clínica, riscos, técnica, profundidade, frequência e critérios de reavaliação.

A acupuntura médica requer um exame minucioso caso a caso, em algumas situações, a solicitação de exames de imagem e laboratoriais. Além disso, pode ser necessária a prescrição de medicações adequadas para a patologia, sempre visando otimizar os efeitos do tratamento.

Além do estudo da tradição, a formação exige anatomia, fisiologia, semiologia, segurança, evidência clínica e prática supervisionada.

Para isso, são necessários cursos médicos específicos reconhecidos pelo Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, órgão representativo oficial da Acupuntura Médica no Brasil, com duração mínima de 24 meses.

O aprendizado não deve parar, quem deseja trabalhar com acupuntura médica deve ser constante nos estudos relacionados à Filosofia chinesa, Cultura Chinesa, Anatomia e trajeto dos Meridianos, conceitos de adoecimento e síndromes energéticas, pontos de acupuntura, técnicas de agulhamento, micro sistemas e farmacologia chinesa.

O profissional deve estar em constante treinamento, pois isso irá permitir maior segurança para sua atuação envolve avaliação clínica, segurança anatômica, comunicação, registro de evolução e integração com outras medidas de cuidado.

Uma boa indicação depende de diagnóstico, segurança, técnica correta, comunicação e reavaliação.

O CEIMEC – Centro de Estudo Integrado de Medicina Chinesa foi fundado em 1989 pelos médicos Ling Tung Yang, Lin Chen Hau, Wu Tu Hsing, Peng Ming Huang e Hong Jin Pai, médicos formados na Faculdade de Medicina da USP, com estudos de acupuntura em centros hospitalares e de pesquisa na China na década de 80.

Hoje, o CEIMEC organiza formação médica em acupuntura com currículo, ambulatório supervisionado, equipe médica e relação com o caminho do TEAC.

Conheça a Especialização em Acupuntura Médica do CEIMEC e a próxima turma com início em março de 2027.

  • Infecção, pele ferida, anticoagulação e condições clínicas específicas precisam ser consideradas.
  • Resposta parcial, ausência de resposta ou piora mudam o plano.
  • Sintomas neurológicos novos, dor progressiva, febre, trauma ou diagnóstico incerto pedem avaliação antes de iniciar ou repetir sessões.

Qual a diferença da acupuntura médica?

O foco é integrar a técnica a diagnóstico, exame clínico, segurança e plano terapêutico individualizado.

Preciso de exames antes?

Nem sempre. Exames são solicitados quando a história e o exame indicam necessidade.

Quando devo procurar atendimento?

Quando há dor persistente, sintomas recorrentes, sinais de alerta ou dúvida se a acupuntura é apropriada para seu caso.

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Médico Fisiatra e Acupunturista, com Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Médico Coordenador e Colaborador do CEIMEC.