Acupuntura na OMS: evidências e limites dos documentos

21 out 2021
OMS

O relatório da Organização Mundial da Saúde de 2003 reúne ensaios clínicos sobre acupuntura publicados até o fim da década de 1990. Seu escopo é histórico: descreve estudos, métodos e limitações da literatura disponível naquela época.

O relatório descreve condições estudadas, com qualidade e métodos variáveis. Sua lista registra a literatura disponível à época e não constitui uma indicação clínica individual.

Relatório da OMS de 2003

O próprio relatório deixa claro que a lista é baseada em doenças, sintomas e condições estudadas em ensaios controlados, usando descrições dos artigos originais. Também afirma que apenas autoridades nacionais podem determinar para quais condições a acupuntura deve ser recomendada em um sistema de saúde.

Evidência atual e desfechos clínicos

A avaliação atual considera ensaios clínicos mais recentes, revisões sistemáticas, diretrizes nacionais, segurança individual e comparação com alternativas. Na dor musculoesquelética, os desfechos incluem função e retorno à carga; na náusea, frequência de vômitos; na ansiedade, sintomas medidos por escala validada e acompanhamento do tratamento principal.

Os estudos incluem intervenções diferentes: acupuntura manual, eletroacupuntura, auriculoterapia, acupressão, laseracupuntura e protocolos tradicionais distintos. Resultados de acupuntura manual, eletroacupuntura ou estimulação sem agulhas precisam ser relacionados à técnica e ao protocolo avaliados.

Condições que exigem investigação e tratamento específicos

Infecções, câncer, doenças cardiológicas, quadros neurológicos agudos e sintomas sistêmicos exigem diagnóstico e tratamento específicos. Em crianças, idade e sinais clínicos também definem a investigação. A eventual indicação de acupuntura é considerada dentro desse plano de cuidado.

Referência principal

World Health Organization. Acupuncture: Review and Analysis of Reports on Controlled Clinical Trials. Geneva: WHO; 2003.

marcus yu bin pai
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Médico Fisiatra e Acupunturista, com Área de Atuação em Dor pela AMB. Doutorado em Ciências pela Universidade de São Paulo. Médico Coordenador e Colaborador do CEIMEC.